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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

SAVEIROS DA BAHIA- PROPULSÃO PRÓPRIA

Parece que para alguns não ficou bem claro o serviço de transbordo por saveiros de mercadorias que chegavam pelos navios ao tempo do Cais do Ouro. Cita-se, inclusive, que este serviço era realizado por Alvarengas mas, não é citado, como se movimentavam essas alvarengas. Também não há citações que esse serviço era realizado pelos saveiros, igualmente uma embarcação larga com deslocação própria e econômica. Vencia fácil as correntezas que são fortes nessa parte da Baía, vejamos porquê.
A parte mais escura é um canal. À esquerda Itaparica e à direita Salvador. A distância entre as duas cidades é de 9 km.

Nesse canal aportavam os navios. Reparem as faixas cinza contornando as duas áreas. São partes mais rasas. Na de Salvador, encontra-se o atual porto que será motivo de postagem especial, justamente por esta razão. Também há de se notar como se forma uma “boca” na entrada da Barra. Nas marés de vazante as correntezas são imensas, elevando-se a 0.216 cm.seg. Isto equivale dizer que uma embarcação à deriva nesse local deslocar-se-á a uma velocidade de 129.60 cm.min. Em 30 minutos que seria o tempo provável para alcançar os navios, ela deslocar-se-ia aproximados 3 quilômetros, em considerando aspectos de atrito, peso, altura, etc.. Dissemos que ela iria parar na Boca da Barra. Fomos modestos! Em verdade ela vai alcançar o Rio Vermelho.

Somente os saveiros como nós conhecemos, seriam capazes de fazer o transbordo de mercadorias com eficiência e economia.Não acreditamos que não fossem aproveitados para esse mister. A magia de suas velas captando os ventos, dando-lhes propulsão própria e meios técnicos de velejar, poderiam vencer estas correntezas e se aproximar dos navios e deles se afastar em direção à terra.


A Baía de Todos os Santos têm cerca de 1100k2 de extensão

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